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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cálculo do Valor Agregado

Uma das técnicas para monitoramento e acompanhamento de projetos é a utilização de valor agregado, que com algumas poucas informações podemos avaliar a situação do projeto.

Já tinha publicado aqui um exemplo que utiliza valor agregado para calcular o custo final de um projeto de construção de uma casa, bem com as estimativas de prazos. Confira aqui.

A cálculo do valor agregado é feito basicamente com as informações financeiras de custos planejados e realizados, conforme mostrado na imagem abaixo.


Para facilitar os cálculos, criei uma planilha para auxiliar e estou compartilhando com os leitores do blog.


Caso tenha interesse nesse arquivo, basta solicitar pelo e-mail brenomachado.aju@gmail.com que envio a última versão. Pretendo também criar uma lista de e-mails para enviar a versão atualizada, sempre tiver alguma melhoria.

Caso tenha alguma contribuição, a vontade para colaborar.

Abraços e até a próxima.




quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dica GP - Linha de Base

Logo após concluído o planejamento do projeto deve ser criado a linha de base ou Baseline. A linha de base nada mais é do que congelar as infromações no momento que foi finalizado o planejamento e antes de iniciar a execução do projeto,

Deve ser congelado todas as informações relevantes ao projeto e que podem ser utilizadas para acompanhar e detectar eventuais distorções durante a execução. A linha de base jamais deve ser alterada, salvo em caso da necessidade de novo planejamento ou inclusão de novas atividades ao projeto, devendo ser congelado apenas a parte afetada.

As atividades finalizadas também não devem ter suas linhas de base alteradas.

Ferramentas como o MS-Project e o Openproj permitem criar linhas de base do cronograma permitindo assim melhor acompanhamento

Lembre-se, saber a evolução do projeto é apenas um ferramenta para saber o quanto você avançou no projeto, mas sem ter os marcos da linha de base você sabe apenas que andou, mas não consegue medir se esta dentro ou não do que tinha planejado.

Conte sua experiência com linhas de base nos comentários.

Abraços e até a próxima.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ganhe tempo ao realizar suas atividades

Após ter falado sobre o aprendizado que tive enquanto trocava uma peça do carro, comecei a anotar as diversas lições que temos em nosso dia a dia, e resolvi escrever aqui no blog as lições aprendidas.

Essa história já tem alguns meses e não pretendo entrar em detalhes de local ou pessoas envolvidas. Tudo começou quando resolvi instalar uma câmera de ré no carro. Já tinha trocado o som do carro para um modelo que possuia as conexões apropriadas. Resolvi então comprar a câmera em um loja via internet devido ao preço de oportunidade que encontrei.

Ao chegar o equipamento procurei um loja especializado no assunto para a devida instalação. Levei a câmera para mostrar ao técnico e ver o equipamento adicional e, claro o preço.

De forma bastante rápida, fui informado do valor e combinei o horário para que o serviço fosse executado. No horário combinado levei o carro e começamos o serviço. A primeiro pérola foi quando fui indagado pelo técnico onde estava a broca. Como assim broca? Resultado, após ter que armengar para fazer o furo para instalar a pequena câmera, e antes que perguntem, o acabamento ficou bom, veio a segunda pérola. Agora é a vez do cabo e conectores, onde mais uma vez informei que não veio. Pense num profissional que reclamou, pois quem já viu vender um equipamento desta forma e que esses produtos comprados via essa tal de internet não eram confiáveis.

Após essa segunda pérola, veio também a novidade que o valor que tinha sido passado não contemplava esse material, e que teria que comprar por fora. Resultado, paguei mais uma quantia na aquisição desse material.

Devido a essas pequenas pérolas, acabou dilatando, e bem, o tempo necessário para realizar o serviço, além de atrasar outros que ainda estavam na fila.

Essa história que contei, muito de vocês também podem estar se vendo em situações parecidas, pois não foi um fato isolado, e sim parte do cotidiano de muitos trabalhadores.

Antes de começar uma atividade planeje o que vai fazer, como fazer e o que vai precisar. O tempo que você vai gastar para fazer deve ser o resultado deste planejamento acima, inclusive no caso de não ser possível realizar neste intervalo, podendo assim fazer os ajustes necessários. Caso seja possível, utilize um cronometro com intervalos definidos para ir acompanhando o progresso do trabalho. Outra sugestão para manter o foco no tempo é a utilização de um time conhecido como egg time.

Planeje antes de executar e realize suas atividades dentro do prazo. Fazendo isso você vai perceber que o dia vai render e junto uma sensação de bem estar, pelo dever cumprido.

Você possui alguma história parecida ou quer compartilhar como você planeja suas ativdades, fique a vontade para deixar nos comentários abaixo.

Abraços e até a próxima.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Folgas do Projeto no MS-Project

Planejar um projeto vai muito além de colocar atividades sequenciadas dentro de um cronograma com seus respectivos recursos. Consiste em analisar e criar cenários procurando uma melhor estratégia para o projeto. Um dos recursos que temos é o calculo da folga entre atividades, onde podemos identificar momentos ociosos dos recursos, permitindo assim até uma melhor realocação.

No MS-Project temos este recurso, apesar de ser desconhecido de muitos. Vamos criar um projeto exemplo, conforme mostrado abaixo.


Diante deste cenário proposto, podemos obter a folga do projeto adicionando uma coluna. Para que não sabe, clique sobre o título da coluna onde deseja-se adicionar e clique com o botão direito e em seguida escolha a opção a inserir coluna. Escolha a coluna Margem de Atraso Permitida. Será incluindo esta coluna contendo informações sobre a folga entre as atividades do projeto. Veja o exemplo a seguir.


Lembrando que as atividades com folga zero é onde devemos garantir que sejam realizadas dentro do prazo estabelecido, não comprometendo a finalização do projeto. Normalmente fazem parte do caminho critico.  As demais atividades possuem uma folga que permite que o seu atraso não interfira com o projeto.

Outra informação que precisamos é a Folga Total do projeto, ou seja, o quanto uma atividade pode atrasar sem comprometer as demais atividades. Seguindo o procedimento anterior, adicione o campo Margem de Atraso Total. Veja o exemplo a seguir.



Sem estas informações um gerente de projeto não sabe onde deve concentrar seu esforço para garantir que as atividades sejam concluídas dentro do prazo estabelecido e consequentemente não atrase a entrega do projeto.

Abraços e até a próxima.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Áreas de Conhecimento

Desde o começo deste Blog tenho procurado alguns temas relacionados a Gerencia de Projetos, buscando utilizar uma linguagem principalmente para aqueles que estão iniciando ou com algum tempo trabalhando de forma direta ou indireta com projetos.
Percebo que muitos tem um preocupação com prazos (cronograma) e algumas outras áreas e acabam esquecendo de outras importantes, talvez até por não conhecer. Desta forma, neste artigo estarei mostrando as áreas de conhecimento, porém não estarei entrando em detalhes em cada uma, deixando para outros artigos.
O PMBoK define 9 áreas de conhecimento, conforme a figura abaixo.


1. Escopo
Um dos primeiros passos para um projeto é a definição do escopo, ou seja, o produto ou serviço resultado do projeto, lembrando que o mesmo deve ser único. Normalmente o escopo é um documento escrito pelo cliente ou idealizado do projeto, contendo todas as informações necessárias para o desenvolvimento. Além de definir um escopo, é importante também elencar o escopo negativo ou limites do projeto, onde estaremos definindo que pontos o projeto não irá cobrir, evitando assim que durante a execução apareçam pontos importante que não estavam devidamente explícitos. Sabe o que iremos fazer e principalmente o que não iremos fazer é o primeiro passo para o seu projeto.

2. Tempo
Tão importante quanto definir o escopo do nosso projeto é termos conhecimento do tempo necessário para que o mesmo seja concluído. Existem diversas técnicas para o sequenciamento das atividades, como o PERT/CPM. O tempo necessário pode ser um fator de restrição para o nosso projeto, onde teremos que realizar os ajustes necessários para o cumprimento de nossas metas, como diminuição do escopo inicial ou aumentar a quantidade de recursos alocados ao projeto.

3. Custo
Assim como o Escopo e o Tempo, o custo para o nosso projeto se torne realidade é um fator bastante importante, principalmente em momentos de crises como o que estamos passando. Nenhum investidor que ver o seu suado dinheiro indo embora sem saber quando e quanto terá de resultado. Normalmente o projeto inicia com um orçamento definido e devemos tentar alocar nossos gastos dentro desse valor. Existe uma diferença entre custo do projeto e orçamento disponível. O custo é quanto efetivamente iremos gastar para executar o projeto, enquanto que o orçamento é quanto o investidor possui para que o projeto seja executado. É fundamental que seja criado uma balança entre estes dois valores. O Custo encontra-se diretamente ligado ao Escopo e ao Tempo, criando assim a Tripla Restrição dos projetos.

4. Recursos Humanos
Apesar de muitos ligarem os Recursos Humanos apenas a folha de pagamento e questões legais para contratação, este setor é responsável por identificar as pessoas que poderiam estar alocadas ao projeto, treinamentos necessários, bem como capacitações se for o caso. O Setor de Recursos Humanos também deve atuar nos projetos como um setor de psicologia, criando motivação para os envolvidos nos projetos, além de resolver os conflitos que possam ocorrer.

5. Comunicação
Segundo pesquisas, muitos projeto falham ou atrasam seu andamento por problemas decorrentes da comunicação. Por outro lado, essas é uma das áreas que os gerentes de projetos menos se preocupam no momento da elaboração de seu planejamento. Comunicar vai além de simplesmente manter as pessoas chaves do projetos e deve ser muito elaborado, tanto para os envolvidos externos, como sociedade por exemplo, partes interessadas como os investidores do projetos, bem como para os integrantes do projetos, comunicação interna. É necessário dimensionar a comunicação para que não fique sobrecarregada, nem insuficiente.

6. Aquisição
Sempre que o projeto necessitar adquirir um produto ou serviço de terceiro, é necessário fazer um planejamento do que deve ser adquirido, custo, bem quando deve estar disponível para o projeto. As aquisições encontram-se diretamente relacionados com os prazos e custos dos projetos. Se for necessário, também deve ser incluído treinamentos para os envolvidos que iram utilizar os equipamentos.

7. Riscos
A única certeza que temos ao iniciar um projeto é de que alguma coisa vai dar errado. Saber mapear os risco, por menos que seja, bem como definir o impacto que pode causar ao seu projeto é fundamental para um bom planejamento. Não basta apenas mapear, mas saber como evitar ou até mesmo o que fazer caso venha a acontecer é fundamental. Lembre que os riscos podem ter impacto direto com o prazo e custos do projeto, onde devemos deixar sempre uma contingência.

8. Qualidade
Como podemos saber se o projeto encontra-se sendo desenvolvimento dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo cliente ou investidor? Devemos ter um planejamento do processo de qualidade que será utilizado pelo projeto. Quando existe uma legislação fica mais fácil de acompanhar, mas caso contrario deve ser criado. Também devemos nos preocupar com o processo de medição que será utilizado em nosso projeto para o acompanhamento de sua evolução.

9. Integração
Por fim, nas não menos importante é a área de integração. Como pudemos observar no texto acima, todas as áreas encontram-se interligadas forma direta ou indireta. Dependendo do tamanho do nosso projeto, devemos planejar como essas áreas devem se comunicar entre si, até porque podem e devem estar nas mãos de várias pessoas.

Espero que este pequeno resumo sobre as áreas de conhecimento do PMBoK possa tê-lo ajudado a conhecer um pouco mais sobre a gerência de projetos.

Abraços e até a próxima.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Livros para Gerente de Projetos

Hoje vou deixar algumas sugestões para leitura de quem esta pensando em iniciar nesta área de gerência de projeto ou preparação para o PMP.

O primeiro é o Project Managment Body of Kwonledge - PMBOK. Este livre possui as técnicas que devem ser utilizadas para a Gestão de Projetos, independente de sua natureza. Encontra-se na 3ª Edição, mas estamos aguardando a chegada da 4ª Edição e suas mudanças. Com esta edição também vai ser alterado o processo de avaliação PMP.




Outro livro que recomendo é o Manual Prático do Plano de Projeto de Ricardo Viana Vargas. A grande dificuldade quando estamos começando nesta área é encontrar modelos dos documentos que iremos utilizar. O próprio autor permite a utilizada dos documento, que vem em um CD, inclusive permitindo alterar, adaptando assim para a sua realidade.





A autora Rica Mulcahy possui diversas publicações voltadas para prepara do PMP.  É um material bastante conceituado entre os gerentes de projetos, MBA e cursos preparatórios.

Caso você tenha algum sugestão de livro, mande um e-mail para brenomachado.aju@gmail.com para que seja publicado aqui.

Até a próxima

segunda-feira, 30 de março de 2009

Festa Infantil

No último artigo desta série, tinha prometido falar sobre o planejamento de uma festa infantil, o que não impede de ser utilizado em outros tipos de eventos similares.

Festa infantil sempre é um momento importante para o familiares e principalmente para a criança, dependendo da idade. Independente da festa, os organizadores, normalmente os pais, de que festa ocorra de forma tranquila e que não deixe faltar nada para os convidados, bastando que para isso seja feito o projeto da festa ou um simples planejamento.

O primeiro passo a ser feito é definir o escopo da festa, contendo informações sobre a quantidade de convidados, o custo da festa e outras informações que sejam relevantes. Neste momento é importante lembra que o custo encontra-se diretamente relacionado a quantidade de pessoas.

É preciso definir a data da festa, e um suposto número de convidado, o local da festa, se os doces e salgados vão ser feitos pelos familiares ou uma empresa especializada, fornecimento da bebida entre outro itens que fazem parte do planejamento. Concluído o planejamento hora de iniciar os trabalhos. Então vamos começar pelos convidados.

Definido a lista de convidados hora de enviar os convites, lembrando que cada um pode levar acompanhantes. Se for necessário podemos pedir uma confirmação para a lista ou limitando por convites individuais. Após confirmado os convidados, é importante verificar com o planejado, fazendo os ajustes necessários ao nosso planejamento, como o local da festa e quantidade de alimentos e bebidas.

Ao confirmar os convidados, lembre de reservar o local da festa, em caso de ser realizado fora de sua casa, bem como o que encontra-se incluso como cadeiras, mesas ,banheiro e suporte para os garçons trabalharem. Não se esqueça dos freezeres para as bebidas e da limpeza do ambiente no dia seguinte da festa no dia seguinte.

Uma sugestão que deixo para o leitor é utilizar um cronograma contendo os marcos do planejamento, evitando que seja esquecido alguma etapa. Lembre de incluir o pessoal que vai fazer a parte de entrededimento como animadores e palhaços, afinal é uma festa infantil, contratação dos serviços necessários como mesa, cadeiras, piscina de bolinhas e tudo mais que tinha sido planejado. Inclua também a entrega e recolhimento deste itens. Estas informações são importantes para evitar surpresa como se preocupar quem vai cuidar de uma piscina de bola localizado na rua após a festa. O ideal é deixar estas informações no contrato ou por escrito pelo menos.

Outro ponto importante é o acompanhamento financeiro. Uma prática comum é dividir a festa entre alguns membros da família. O correto seria fazer o rateio durante a fase de planejamento, de forma que cada parte interessada saiba sua participação financeira e quando será utilizado. Também é recomendado que seja criado um fluxo de caixa. Não se esqueça de realizar a prestação de contas periodicamente e de realizar os ajustes no planejamento, sempre que necessário.

Para finalizar este artigo, gostaria de falar sobre um ponto que considero importante e dentro do mundo dos projetos definitivamente o que leva muitos projetos a cometerem falhas que a comunicação. Quando falo em comunicação, primeiro devemos identificar todas as pessoas que estão direto ou indiretamente relacionados com a festa de aniversário, incluindo desde os parentes mais próximos até porteiros. Vamos imaginar que estamos aguardando a entrega dos salgadinhos para a festa e o rapaz da entrega chega no exato momento que foi necessário se ausentar. Como a empregada não estava sabendo acabou não recebendo a encomenda, ocasionando assim um atraso no planejamento e quem sabe deixar alguns convidados sem o que comer dependendo do horário. Este exemplo, que a principio pode parecer um tanto como fantasioso, ocorreu uma festa de aniversário que fui convidado. Recomendo também criar uma lista contendo todos os telefones necessários, desde as empresas que vão fornecer cadeira, comida e bebida até familiares e pessoas que estão envolvidos, facilitando assim entrar em contato sempre que necessário.

Espero que com estas dicas possa te ajudar no planejamento de suas festas ou eventos. Até a próxima.

domingo, 15 de março de 2009

Por que fazer um projeto?

Costumo dizer que grande parte das ações que temos no nosso dia podem e devem ser encarados como um projeto. Muitos pensam que projeto é sempre algo grandioso a ser feito, o que não é verdade. Sempre temos boas ideias mas na hora de colocar em prática acabamos nos deparando com uma quantidade grande de obstáculos, dificultando assim sua realização e chegando a desistência da ideia.

Aproveitando diversos e-mails que tenho recebido perguntando como fazer um projeto para determinada ideia ou objetivo que deseja atingir, resolvi criar um tipo de banco de projeto para atividades cotidianos, aproveitando para mostrar que projeto pode ser desde uma simples festa até a construção de bomba atômica (esta última não mostrarei como projetar, obviamente).

Mas afinal, porque é preciso fazer um projeto para que possa dar certo? Primeiro, criar um projeto não quer dizer que sua ideia vai ter 100% de chance de dar certo, mas serve como um exercício para compreender melhor o que você deseja, onde quer chegar, como você vai chegar e quanto vai custar. Dentro do cenário montado do projeto, podemos fazer os ajustes necessários, afinal esta no papel ainda, ou até mesmo abandonar o projeto por torna-se inviável, reduzindo assim as perdas que teríamos caso a ideias fosse colocadas em prática.

Você costuma fazer este exercício quando coloca em prática suas ideias? Se a sua resposta for não, você não precisa ficar desapontado, pois faz parte da grande maioria da população. E agora você deve estar se perguntando, como faço o projeto? Não existe uma formula para isto, nem receita de bolo. Existem algumas técnicas que estarei mostrando nos próximos posts desta série para você possa utilizar.

Outra pergunta, o que posso transformar em projeto? Praticamente tudo que tenha um período definido (começo, meio e fim) e que resulte em um produto ou serviço único (depois explico melhor este resultado único). Dentro deste conceito, podemos exemplificar com uma festa de aniversário, um churrasco com amigo, passeio por trilhas, uma dieta, procura de um emprego, abertura de um negócio, revitalização de um produto entre tantas outras coisas.

O projeto normalmente encontra-se dividido da seguinte forma:

  • Iniciação: Momento de concepção da ideia. Normalmente possui alguns registros (anotações ou documentos) onde explica o que é o projeto.

  • Planejamento: Elaboração do projeto propriamente dito. Normalmente resulta em documento contendo as informações do projeto, plano de ação,cronograma, custo e uma analise de viabilidade, se for o caso. Pode ser composto por outros documento dependendo do tipo de projeto.

  • Execução: Neste momento, o projeto é executado, fazendo o devido acompanhamento e ajuste necessários.

  • Encerramento: Após o projeto ter sido finalizado, é a hora da prestação de contas e fazer os últimos ajustes nos documentos para que sejam arquivados servindo como referência para os próximos projeto similares.

Todo projeto já nasce no seu DNA com a certeza de vai dar errado, e cabe ao gerente de projeto fazer com que dê certo, segundo Ricardo Viana Vargas.

No próximo post da série falarei sobre como organizar uma festa de criança. Caso tenha alguma sugestão de projeto, envie para brenomachado.aju@gmail.com e até a próxima.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Escrevendo um projeto

Conheço diversas pessoas que tiveram ótimas ideias mas pecaram simplesmente por iniciar as atividades sem saber exatamente o que deveria e como ser feito. Essa característica é mais comum do que podemos imaginas nas pessoas. O primeiro passo quando temos uma grande ideia é registrar e para isto podemos fazer de diversas formas. A mais comum é elaborando um documento de visão (estarei falando dele em outro artigo) e o projeto propriamente dito.

O documento do projeto deve conter as informações necessárias para a identificação, necessidade e metas que queremos atingir, pessoas que estarão envolvidas com o projeto, recursos necessários, prazos de entregas dos marcos, seus custos entre outas informações pertinentes ao projeto.

Quando iniciei este blog, tinha em mente diversos projeto e entre eles criar um banco de documentos para a elaboração e gestão de projetos, e hoje estou disponibilizando o primeiro documento.

O documento do projeto, deve ser elaborado no momento de planejamento, devendo ser aprovado e versionado sempre que for modificado, guardando assim seu histórico. Existem várias formas de se manter um versionamento dos documentos.

Outro fator que pode impactar seu projeto é identificar as partes interessadas do projeto. Normalmente identificamos apenas as pessoas que atuam de forma direta ao projeto, esquecendo as que atual de forma indireta. Um exemplo seria na abertura de um comércio e não colocamos no nosso planejamento os Bombeiros. Mas afinal, o que eles tem a ver com o nosso projeto. Meu negócio não tem nada a ver com eles, mas é necessário uma inspeção por parte deles para que seu negócio possa iniciar as atividades e caso não esteja em conformidade pode atrasar o seu projeto ou até mesmo inviabilizar.

Tenha também cuidado com os custos do projeto. Analise de viabilidade e custos definitivamente não é o forte de muitas pessoas e acabam subestimando o valor do projeto, faltando assim recursos financeiros para a execução do projeto.

Desejo sucesso na elaboração de seu projeto e estou disponibilizando um modelo de documento do projeto. Existem diversas formas de escrever este documento, podendo ser adaptado de acordo com a sua necessidade. Em breve estarei disponibilizando outros modelos.

Visualize o documento: Modelo de Projeto

Deixe seu comentário sobre a forma que você escreve seus projeto e até a próxima.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Projeto de Software

Desde a década de 80, quando entrei neste mundo dos computadores, sempre escutei o termo Desenvolvimento de Software, utilizado até os dias de hoje. Quando observo o processo para a criação de um software dentro dos moldes de qualidade atuais, percebo que o correto seria Projeto de Software. Mas afinal, o que é realmente necessário para "desenvolver"?

Lembro que quando comecei a desenvolver, a documentação gerada pelo "analista de sistemas" era basicamente um lista de requisitos, o diagrama de blocos (acredito muito aqui não chegaram a conhecer), diagramação das telas e relatórios entre outros poucos documento. Também era feito o diagrama da estrutura de armazenamento. Com esta documentação, o programador dava início ao desenvolvimento. Observe que não era dado a devida importância de validar o que seria desenvolvido, deixando esta processo para ser feito com o usuário em uma etapa seguinte, fazendo assim as adequações necessária.

Poucos anos depois, não mais que 10 anos, vejo um cenário bastante diferente no Brasil, onde é realizado um planejamento de como será desenvolvido o software, tarefa esta realizada pelo gerente de projeto e utilizando as técnicas do PMBOK. Aprovado o planejamento, começa a Especificação do Software com o Analista de Sistemas elicitando os requisitos, elaborando os casos de uso, fazendo prototipagem do software e criando o Diagrama de Entidade Relacional (DER) do banco de dados. Toda a documentação gerada deve ser validada pelo usuário antes de ser desenvolvido, minimizando assim o trabalho que seria necessário para adequar a realidade do usuário.

Podemos observar que a principal mudança que ocorreu durante o tempo foi a importância para o planejamento do software (sei que alguns podem comentar sobre a evolução nos ambientes de programação, mas os problema continuariam existindo sem o planejamento), permitindo assim que as mudanças possam ser realizadas ainda na fase conceitual. Como vantagens podemos citar:

  1. Maior controle sobre o custo do Software
  2. Ajustes ainda na fase conceitual
  3. Controle dos riscos
  4. Entrega aderente ao escopo especificado, entre outros


E você, ainda continua desenvolvendo sistema? Deixe seu comentário sobre a evolução para a construção de software.

Espero que tenha gostado e até a próxima.

domingo, 21 de setembro de 2008

Medindo o seu projeto

Recentemente estava analisando como as pessoas chegam aqui através das pesquisas do Google, e o fato de ter diversos visitantes procurando por como medir o seu projeto acabou me motivando a escrever sobre o assunto.

No monento que estamos planejando o projetos temos que elaborar o cronograma. Para a elaboração de um bom cronograma devemos conhecer todas as atividades necessárias para que o projeto possa ser executado e fazer o sequenciamento das tarefas, normalmente usando o PERT/CPM.

Para entender sobre prazos é fundamental compreender os conceitos de: Tamanho, Esforço e Duração.

Para facilita vamos utilizar o exemplo da pintura de uma parede.



Tamanho

Primeiro devemos conhecer o tamanho de nossa atividade. No nosso exemplo da parede é possível medir em metros quadrados.

Vamos imaginar que nossa parede tenha 3 metros de altura e 9 metros de comprimento. Desta forma temos uma parede com 27 metros quadrados.


Esforço

Após definir o tamanho da atividade, é necessário conhecer o esforço para executá-lo.

Para facilitar a compreensão do conceito, vamos fazer a analise sobre o recurso que será utilizado para executar a pintura da parede, o pintor.

Como sabemos, cada profissional possui a sua produtividade, ou seja, vai levar tempos diferentes para pintar a mesma parede. Primeiro precisamos medir a produtividade deste profissional, que pode ser feito através de uma avaliação ou partindo de coleta de informações estatísticas dos trabalhos realizados por ele. Para o nosso exemplos, vamos imaginar que o nosso pintor consiga pintar 5 metros quadrados em 1 hora. Lembrando que este valor muda de pintor para pintor.

Se temos uma parede de 27 metros quadrados e o nosso pintor consegue pintar 5 metros quadrados por hora, o nosso esforço para realizar esta atividade será de 5 horas e 24 minutos para pintar a parede, definindo assim o esforço necessário.


Duração

Outra importante informação para a definição do prazo, é a duração. Sabemos que o pintor de nosso exemplo vai levar 5 horas e 24 minutos para concluir a pintura da parede, mas em quanto dias essa atividade vai durar. Vamos imaginar que por algum motivo o pintor possa apenas trabalhar durante duas horas por dia, desta forma ele vai levar aproximadamente 3 dias para concluir a pintura.


Com estes conceitos, podemos definir como a nossa atividade vai ser realizada, podendo definir o perfil do recurso que será necessário alocar baseado no esforço e na duração para a realização. Assim evitamos estar alocando um recurso que possua uma boa produtividade para uma tarefa onde temos um folga na duração.

Espero que tenha gostado e até a próxima.